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Mostrando postagens de 2009

Escrever - quem não tem medo?

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FOSSE EVITÁVEL, tudo bem. Mas não é. Redigir é necessidade quase diária, quando não, instrumento de trabalho. Sabe aquelas aulas de português em que aprendemos - ou ignoramos solenemente - as subordinadas substantivas completivas nominais reduzidas de infinitivo ou verbos anômalos e as formas arrizotônicas? Claro que você não sabe e, com certeza, tem sobrevivido muito bem sem isso. Cá fora, no mundo, o que a vida nos cobra é saber ler e escrever . Se valeu a pena, para chegar aí, passarmos por caminhos complicados, é assunto para uma outra conversa. No fundo, no fundo, o que todo mundo sabe é que quem domina o texto, lendo e escrevendo melhor, vai ter aquele emprego, aquela promoção, a indicação para o mestrado ou a garantia de vaga nos vestibulares e nos concursos. Tudo o que você queria! Isso não é dom: é trabalho! Envolve técnicas e requer prática. Produzir bons textos é resultado de um curso ou, no mínimo, uma orientação específica. É também fruto de determinação e um desejo de m...

A resignação como cumplicidade

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O escritor suíço Denis de Rougemont, um arguto defensor da unidade européia e, especialmente, um estudioso da ocidentalidade, disse algo (em meados do século passado) que inspirou discursos conhecidos de muitos políticos: “A decadência de uma sociedade começa quando o homem pergunta a si próprio: ‘O que irá acontecer?’, em vez de inquirir: ‘O que posso eu fazer?”’ A decadência (seja ela na sociedade mais ampla, seja em quaisquer instâncias como família, trabalho, política etc.) principia quando o imperativo ético da ação é substituído pela acomodação e pela espera desalentada, isto é, quando se abre mão do dever que emana da liberdade e se exige, para ser exatamente livre, uma intervenção consciente. Isto é lembrado em função de um sorrateiro entorpecimento que acomete a muitos, aniquilando pouco a pouco a capacidade de reagir e apontar como fora de lugar muitas coisas que parecem encaixar-se, sem arestas, na vida cotidiana e que precisam ser fortemente rejeitadas, de modo que est...

O Brasil que queremos ser

UM LINK de acesso a todas as revistas Veja, editadas pela Abril nesses últimos 40 anos. Da capa à contra-capa, incluindo todas as páginas. É um trabalho impressionante e creio que servirá como fonte de consulta e garimpagem de dados para efetivação de eventuais trabalhos de pesquisa. A revista abre todo o seu acervo de 40 anos de existência na internet. http://veja.abril.com.br/acervodigital/ Participe do futuro do Brasil Projeto: O Brasil que queremos ser. Produza seu texto, dê sua opinião ou conte uma experiência bem-sucedida. http://veja.abril.com.br/40anos/

A experiência literária – uma viagem sem volta

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"AQUELES QUE UM DIA foram capturados pelos livros sabem bem que essa é uma experiência única e sem retrocesso. Uma vez imersos nesse mundo, é impossível dele sair intato. Assim, a literatura tem um poder arrebatador e ao mesmo tempo libertador, descortinando aos poucos e de forma interminável um horizonte que existe muito além da nossa ínfima percepção. No final dos anos 70, durante a Revolução Cultural na China, liderada por Mao Tse Tung, as universidades foram fechadas, e a maioria dos livros banidos. Os jovens vistos como intelectuais burgueses eram enviados para um campo de “reeducação”, onde iriam seguir os ensinamentos dos camponeses, considerados verdadeiros revolucionários. É nesse contexto que se passa o filme “Balzac e a costureirinha chinesa”, no qual Luo e seu amigo Ma são enviados para uma montanha maoísta no Tibet e submetidos a trabalhos pesados e em péssimas condições." Escrito por Júlia Vasconcelos. Clique aqui para ler o artigo completo.

Ah! a palavra, a palavra escrita!

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MILHARES, milhões de pessoas, neste momento, estão redigindo grandes ou pequenos textos em frações de segundos e, em tempo menor ainda, eles serão distribuídos por todo o planeta. E-mails, MSN, blogs, orkuts, twitter, notícias em tempo real... tudo no celular! Fascinante! Adoro não mais ficar presa em casa aguardando contato. Não falo mais em filas, salas de aula e restaurantes. Sempre posso saber dos filhos, dos clientes e dos amigos que falam comigo por mensagens de texto. Tranquiliza-me ter registro das conversações, dos compromissos e de negociações para uma consulta futura. A questão é: estamos preparados? Sabemos escrever voltados ao entendimento e à manutenção das relações. "Seres pensantes, ainda não embrutecidos, escrevem aos amigos". Leia em: A televisão e a volta às cavernas .

Para sorver em suaves tragos

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"Ao contrário dos europeus, os liliputianos pensam que nada demanda mais cuidado e aplicação do que a educação das crianças. É fácil gerá-las, dizem eles, tão fácil como semear e plantar, mas conservar certas plantas, fazê-as crescer bem, precavê-las contra os rigores do inverno, contra os ardores e tempestades de verão, contra os ataques dos insetos, em suma, fazer-lhes dar frutos em abundância, é o resultado da atenção e do cuidado de um hábil jardineiro". Neste trecho, Jonathan Swift detalha cuidadosamente como os liliputianos viam a responsabilidade de educar. A narrativa é mo-nu-men-tal é atualíssima. J. Swift usa de ironia e humor finíssimos para falar, principalmente da natureza humana e de política, religião, arte, educação, economia, família. Disponível gratuitamente em www.dominiopublico.gov.br .

À Natura

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ACABO DE RECEBER a revista Vida Simples deste mês e estou impressionada com as frases do anúncio da EKOS veiculado em duas páginas inteiras. “DEIXA EU cuidar do seu banho DEIXA EU cuidar da sua terra!” Se dependesse de mim, eu responderia categórica: Não deixo! Apenas para situá-los a respeito, vejam o que diz Dad Squarisi, Consultora do Correio Braziliense, sobre frase semelhante - "DEIXA EU entrar” - dita por Marta Suplicy a uma repórter: "Há trombadas e trombadas. Algumas são vira-latas. É o caso de escrever hospital sem h, cachorro com x ou pesquisa com z. Outras têm pedigree. Requintadas, vestem Prada, calçam Chanel, viajam na 1ª classe. Vale o exemplo da resposta quatrocentona:- Eu estou entrando no ministério.” DEIXA-ME entrar, seria o correto. Leia mais em Carta à Natura

Calar e falar têm um preço

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MUDEI DA CASA onde morei por dez anos para um pequeno espaço no terraço da casa de minha mãe. O desafio era construir uma cozinha e criar uma varanda sem matar o espetáculo do pôr-do-sol. A imagem do que viria a ser a obra consolidava-se apenas na minha cabeça. Era hora de chamar o Zezé, pedreiro que atende à família. Era hora de partilhar a visão. É exatamente neste ponto de qualquer projeto que mora operigo. Texto completo em: Aprendizes

Reforma ortográfica: sem mistérios

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JORNAIS E REVISTAS já estão adotando as novas normas. Com o tempo se vê que, no fundo, não há grandes mudanças. Gostando ou não, não há como fugir delas. Que tal sair na frente? A Revista Escola http://revistaescola.abril.com.br/ed_anteriores_especiais/Esp_021.shtml . A Editora Ática http://www.atica.com.br/novaortografia/index_.ht Coloque no seu computador um corretor ortográfico atualizado. Veja em um informativo também da Abril: Download: BrOffice.org na nova ortografia - INFO Online - (10/12/2008) Imagem: "Acordo celebrado entre a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras (30 de abril de 1931) e sancionado pelos governos dos dois países"

Livro: O Presidente Negro

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Monteiro Lobato escreveu em 1926 (pasmem!)uma curiosidade literária absurdamente contemporânea : O Presidente Negro , o romance que se passa nos Estados Unidos. Transcrevo da Nota do Editor : “ Embora aparente uma brincadeira de talento , encerra um quadro do que realmente poderia acontecer amanhã , caso Lobato fosse um reformador ." Sob a aparência brincalhona, aparece um significativo pensamento de grande penetração psicológica e social . Não deixe de ler . Disponível em : Download O presidente Negro Monteiro Lobato –

Pense nisto!

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Qualquer mão-de-obra, sem comando, é cara! E comando implica compromisso com os relacionamentos. Não tenha dúvida disso. Fotos: Construção de pilar da ponte sobre o Rio São Francisco entre Malhada(BA) e Carinhanha(MG). Na 2, grandioso resultado. Sugestão de Leitura: Comunicação Institucional pró-ativa

O que importa, afinal?

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Estudo afirma que 60% do tempo diário dos executivos é dedicado a tarefas pouco estratégicas, como preenchimento de relatórios. Leia em Agenda lotada de tarefas irrelevantes Cartoon: Mah Groening 1986

A Comunicação nas Organizações

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Quer diagnosticar a comunicação da sua empresa? 1. Os profissionais consideram importante ter uma comunicação de qualidade? 2. Valorizam o conhecimento da língua pátria como fonte de crescimento pessoal e profissional? 3. O hábito de leitura é disseminado, reconhecido e valorizado dentro da organização? 4. Cultiva-se na empresa o respeito ao interlocutor nos diversos momentos e cenários? 5. As reuniões e apresentações com recurso multimídia são bem preparadas? Envie suas respostas para meu e-mail. Foto: Conversando sobre Comunicação nas Empresas'com alunos de RP da UNI-BH

Português nas Empresas

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Curso Comunicação oral e escrita: unindo a qualidade à rapidez Objetivo Geral Atingir clareza, correção e elegância nas diversas formas de expressão. Oral: reuniões, entrevistas, apresentações e palestras. Escrita: comunicados, memorandos, correspondência, projetos e relatórios Público: profissionais de todas as áreas e de todos os níveis Diferencial: o curso é adequado às demandas da instituição e às especificidades do grupo. Foto: Mobiliadora Líder treina pessoal do SAC - Serviço de Atendimento ao Cosumidor - BH - MG

Livros: a história contada por quem a viveu

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                                      Livros, a melhor companhia! Algumas indicações. Biografias que têm como pano de fundo a história recente do País: a história não oficial, aquela não contada pelos livros didáticos, porque contada pela vivência de quem estava lá. Minha Razão de de Viver - memórias de um repórter Samuel Wainer -  1987 -  Planeta do Brasil' Não é possível contar a história da imprensa, ou mesmo do Brasil, sem citar o nome de  Samuel Wainer .  O Anjo Pornográfico Ruy Castro  -  992  -  Companhia das Letras. Reconstrução da vida de  Nelson Rodrigues,   polêmico jornalista, escritor e dramaturgo.   Os Sapatos de Orfeu -  A  biografia de Drummond  José Maria Cançado -  1993 -  Scritta Editoria O  Desatino da Rapaziada  - jovens jornalistas e escritores ...