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Mostrando postagens de junho, 2015

Sobre Facebook que deprime e plataforma digital que cura

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O uso das tecnologias, com seus computadores, smartphones, tablets e atrativos apps, games, redes sociais etc é uma realidade. Para o bem ou para o mal, ninguém escapa. Exemplos são dois fatos divulgados recentemente. Um deles, apresentado por pesquisadores da Universidade de Houston associa o uso do popular Facebook a sintomas depressivos. O outro é o anúncio do lançamento de uma plataforma digital para combate à depressão, em Portugal. São movimentações interessantes num ambiente geral no qual, segundo estudo apresentado na  “Heart Failure 2015” , o maior evento da Associação de Insuficiência Cardíaca de Espanha, a depressão de moderada a grave está associada ao risco até cinco vezes superior de morte por qualquer causa em doentes cardíacos. No  caso do Facebook , o principal problema identificado pelos pesquisadores é o fato de as pessoas ficarem deprimidas ao se compararem com outras. Ou seja, ao verem as postagens sobre as atividades que outros fazem e elas não. Fo...

Violência contra mulher é resultado de machismo, não de natureza masculina

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O estudioso americano Matthew Gutmann defende o estudo de masculinidades para se acabar com a desigualdade de gênero e machismo por Tatiana Merlino - Le Monde Diplomatique Mulher segura protesta contra o machismo durante a Marcha Mundial das Mulheres de 2014  “O comportamento masculino é determinado pela biologia”. “A natureza do homem é violenta, sexual, instintiva e difícil de ser controlada”. Essas são algumas explicações usadas para justificar posturas machistas e violentas por parte dos homens e que são desconstruídas por Matthew Guttmann, antropólogo especialista em masculinidades da Universidade Brown, dos Estados Unidos. Em recente visita ao Brasil, Guttmann participou do  I Seminário Internacional Cultura da Violência contra as Mulheres , ocorrido entre  20 e 21 de maio, em São Paulo  e organizado pelo  Instituto Patrícia Galvão   e  Instituto Vladimir Herzog . “ Mas não são todos os homens que violam, que batem. Se é algo biol...

Redes sociais deram voz a 'legião de imbecis', diz Umberto Eco

A conspiração dos imbecis O escritor italiano diz que a internet dá voz a todo tipo de opinião desqualificada — e que o jornalismo, tema de seu novo romance, deve atuar como um filtro para o que se lê na rede Por:  Eduardo Wolf, de Milão 26/06/2015 às 21:06  - Atualizado em  26/06/2015 às 21:06 O Castelo Sforzesco, em Milão, preserva tesouros da arte italiana, como a Pietà Rondanini, de Michelangelo. Um dos sóbrios edifícios residenciais em frente ao castelo abriga outro tesouro italiano: Umberto Eco, filósofo, crítico literário e romancista traduzido em mais de quarenta idiomas. O autor de O Nome da Rosa, romance ambientado na Idade Média que vendeu mais de 30 milhões de exemplares, lançou neste ano Número Zero - que chega ao Brasil nesta semana, pela Record -, um retrato crítico do jornalismo subordinado a interesses políticos. Na casa milanesa, onde conserva uma biblioteca de 30 000 livros (há outros 20 000 em sua residência em Urbino), Eco, 83 anos, recebeu VEJA...

Somos todos violentos - João Paulo Cunha

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O maior dano dessa mitologia é jogar o desvio e o erro, toda a ação violenta, para o outro A violência é um problema nosso, mas parece sempre que a responsabilidade é do outro. Seja na identificação do culpado (o criminoso, o corrupto, o sociopata), seja na cobrança de ações (políticas públicas e aplicação da lei), o cidadão comum parece desonerado de dar sua contribuição além da exigência de que autoridades e responsáveis pelo cumprimento da legislação façam o seu dever. Como se trata de algo externo, o homem de bem se julga cumpridor de sua função social se fizer a sua parte (trabalhar, pagar impostos e participar dos momentos formais de exercício político, como eleições). Talvez a grande dificuldade em enfrentar o monstro da violência esteja nessa postura de expectativa, ainda que angustiada e sofrida, do jogo social de que todos fazemos parte. A violência não é algo exterior à sociedade brasileira, mas faz parte de seu coração, músculos e nervos. "Havia quem me ind...

Artigos variados: vale a pena ler

Não consigo postar na mesma velocidade,intensidade e volume que leio. Fico, então, desejosa de passar adiante notícias, artigos ou apenas provocações interessantes. Resultado: apelei e resolvi listar links. Você seleciona o que vai ler e quando, combinado? O médico diante da morte http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2015/06/os-limites-do-medico-diante-da-morte.html Educação baseada em achismos, não em ciência http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2015/06/1643231-educacao-e-baseada-em-achismos-nao-em-ciencia-diz-viviane-senna.shtml Cacá Diegues, o direito das tribos http://oglobo.globo.com/opiniao/o-direito-das-tribos-16435767 Redução da Maioridade Penal - E stamos nos Iludindo http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/asneiras/gd190702.htm É histeria, não diminui a violência http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/asneiras/gd190702.htm A maioria e a maioridade penal http://www.crianca.mppr.mp.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=264 Congresso em foco:...

Guga poderia virar um assassino? - Gilberto Dimenstein

Dois jovens, quase a mesma idade, poucos meses de diferença, comoveram, na semana passada, o Brasil. Um deles é branco, 23 anos, ganhou fama com uma raquete de tênis na mão. Outro, negro, 22 anos, ganhou fama com um revólver na mão. Na segunda-feira, Gustavo Kuerten, o Guga, cercado de fãs, se deixava fotografar em frente à Torre Eiffel, com o troféu que levou no torneio de Roland Garros, que projetou-o para o primeiro lugar do ranking mundial _ e o deixou U$ 600 mil mais rico. Naquele mesmo dia, Sandro do Nascimento, cercado de policiais, depois de um atabalhoado sequestro, era jogado num camburão, onde morreu sufocado _ ele queria R$ 1 mil. Ambos foram acompanhados, minuto a minuto, em tempo real, seja na quadra de tênis ou no ônibus. Cada qual ficou em seu palco, quase quatro horas, conectados pela TV. Mas o suspense provocado pela raquete de  Guga, nas quase 4 horas que precisou para derrotar o adversário, nos ensina sobre o que melhor podemos ser, graças à união da técn...