Sobre Facebook que deprime e plataforma digital que cura
O uso das tecnologias, com seus computadores, smartphones, tablets e atrativos apps, games, redes sociais etc é uma realidade. Para o bem ou para o mal, ninguém escapa.
Exemplos são dois fatos divulgados recentemente. Um deles, apresentado por pesquisadores da Universidade de Houston associa o uso do popular Facebook a sintomas depressivos. O outro é o anúncio do lançamento de uma plataforma digital para combate à depressão, em Portugal. São movimentações interessantes num ambiente geral no qual, segundo estudo apresentado na “Heart Failure 2015”, o maior evento da Associação de Insuficiência Cardíaca de Espanha, a depressão de moderada a grave está associada ao risco até cinco vezes superior de morte por qualquer causa em doentes cardíacos.
Exemplos são dois fatos divulgados recentemente. Um deles, apresentado por pesquisadores da Universidade de Houston associa o uso do popular Facebook a sintomas depressivos. O outro é o anúncio do lançamento de uma plataforma digital para combate à depressão, em Portugal. São movimentações interessantes num ambiente geral no qual, segundo estudo apresentado na “Heart Failure 2015”, o maior evento da Associação de Insuficiência Cardíaca de Espanha, a depressão de moderada a grave está associada ao risco até cinco vezes superior de morte por qualquer causa em doentes cardíacos.
No caso do Facebook, o principal problema identificado pelos pesquisadores é o fato de as pessoas ficarem deprimidas ao se compararem com outras. Ou seja, ao verem as postagens sobre as atividades que outros fazem e elas não. Foram feitos dois estudos. Do primeiro participaram 180 pessoas e do segundo 152, de ambos os sexos. Segundo concluíram, os efeitos da comparação social são mais graves nas redes sociais do que no contato direto.
Uma das causas seria o fato de que as redes sociais ampliam o universo de comparação, incluindo aquelas com pessoas com as quais não se teria convivência regular.
Outro problema identificado foi a dificuldade na conversação estabelecida nas redes sociais, pois, se numa conversa pessoal há uma interação que permite influenciar no rumo do debate, nas redes sociais não há como controlar as publicações dos interlocutores.
Na ponta positiva do uso das tecnologias, a plataforma digital criada atenderia a 90% dos doentes com depressão nos cuidados primários de saúde. Ela é parte de um projeto da Eutimia (Aliança Europeia Contra a Depressão), uma organização não-governamental (ONG) cujo psiquiatra e dirigente, Ricardo Gusmão, explica que a ferramenta só será utilizada com prescrição do médico de família, que atenderá o pacientes junto com um enfermeiro ou psicólogo ao longo de oito semanas, período de duração do tratamento.
Vale atentar para estudos que tratam dos efeitos da depressão, como o da Heart Failure 2015 e buscar caminhos para evita a doença. Afinal, o trabalho aponta que entre os pacientes com problemas cardíacos, aqueles que apresentam depressão moderada a grave têm cinco vezes mais riscos de morte do que os demais. A relação entre a depressão e a mortalidade, segundo conclui, está frequentemente associada à falta de motivação e de interesse em atividades cotidianas, falta de confiança, alterações do sono e do peso.
Vemos que há muito a fazer e pesquisar para melhoria da saúde. Muitas novidades surgem, algumas se mostram realmente eficazes e outras são abandonadas pelo caminho. Mas o importante é seguir na busca.
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