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Mostrando postagens de fevereiro, 2017

REDAÇÃO ENEM - O que já discutimos?

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  NA PRIMEIRA SEMANA, trabalhamos a visualização de uma meta e o caminho para atingi-la. Começamos com a meta de quem esteve em sala e discutimos o planejamento do aluno para atingi-la. Este é o ponto decisivo: qual o caminho para a mudança que se quer. Assim, mais do que uma estratégia de coaching , nosso objetivo nessa primeira aula de 2017 era ilustrar a realidade da redação: propõe-se uma questão-problema (estado atual) e cabe ao redator refletir sobre ela, analisá-la, selecionar dados relevantes e trabalhá-los de modo a vislumbrar o "estado desejado". Da realidade à mudança: essa é proposta de toda redação do ENEM. Então, faz sentido o fato de que a palavra "caminhos" no tema de 2016 deixou muita gente distante da nota desejada: "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil". NA SEGUNDA SEMANA, proponho o desafio: o que você faria se caísse um tema que lhe desse vontade de pegar seu material e sumir?! Melhor: como redigir sobre o ...

Turbante: um pouco de história

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Busquei uma publicação que relacionasse turbante e moda. Isso em razão da discussão em torno da "apropriação cultural" desencadeada por um fato recente. Uma jovem branca, com câncer, num ponto de ônibus, é confrontada por usar o lenço envolvendo a cabeça já sem cabelos pelo tratamento. Ainda assim, a polêmica continua. Encontrei um pouco de história no blog "Magnólias" sob o título: Usar um turbante é tambante é também atitude" De origem desconhecida, o turbante tem raízes no Oriente com registros anteriores ao século VII que abrigaria o berço do islamismo na Península Arábica.  É uma peça carregada de significados simbólicos e com características estéticas variáveis. A faixa de tecido cuja denominação deriva do persa dulband e do turco tülbent ganhou popularidade na França do início do século XVIII, com adornos de pedras preciosas e plumas. Na fé islâmica o turbante tem uma função religiosa importante. É um símbolo material que reforça a con...

CUIDADO COM O QUE VOCÊ ESCREVE - Registrada, a palavra escrita pode atravessar séculos

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A palavra escrita é registro e documentação. Não é volátil. Não se perde no vento, ainda que as redes sociais deem essa ilusão. Talvez, talvez, o registro no mundo virtual seja ainda mais eficiente  do que no papel, que pode ser destruído. Apertou o envio, não há resgate possível. Hoje são os médicos bem posicionados que difundem notícias do prontuário de D. Marisa, ex-primeira dama do Brasil em um grupo de whatsapp. Há algum tempo, foi o jovem médico que riu da ignorância do seu paciente pelo facebook. Ontem a professora que chamou de justiça divina a morte de uma criança por bala perdida também numa rede social. Escrever sem pensar, expor o que vai no íntimo, espalhar idiotice e dor não escolhe autor: jornalista, político, jogador de futebol, rico ou pobre, escolarizado ou não. A internet é uma praça pública. Você não vê a todos, mas todos veem tudo ou pelo menos uma pessoa, insuspeita, verá. Ávida por movimento e por chamar a atenção, essa pessoa decidirá repercutir, sem v...