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Mostrando postagens de fevereiro, 2020

Instituição, Linguagem e Liberdade - Hélio Pellegrino

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Exemplo fundamental de institucionalização libertadora nos é dado pela linguagem. A linguagem é a institucionalização da necessidade humana de intercâmbio alteritário. Ela permite que a comunicação intersubjetiva transcorra ao nível do simbólico, isto é, a partir de um termo terceiro, consensual, social, cuja estrutura garante a inteligibilidade dos discursos. O código linguístico, patrimônio comum, é esse termo terceiro, a partir do qual os sujeitos se fundam. Para que o código linguístico seja comum a todos, ele exige – de todos – um pacto e um consenso. Tenho que abrir mão de minhas representações imaginárias, pessoais e intransferíveis para inscrever-me no simbólico. O simbólico exige uma gramática, uma sintaxe, um código que seja comum a todos. Ele implica, portanto, uma renúncia de todos – extensiva a todos – para que a comunicação se torne possível. Há, no código linguístico, uma estrutura profunda, a langue, a partir de cuja lógica se torna possível a construção do discurso...