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Mostrando postagens de maio, 2014

Sobre eucaliptos e jequitibás - Rubem Alves

                                         Educadores, onde estarão? Em que covas terão se escondido? Professores, há aos milhares. Mas professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor. Educador, ao contrário, não é profissão: é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança.                         Profissões e vocações são como plantas. Vicejam e florescem em nichos ecológicos, naquele conjunto precário de situações que as tornam possíveis e - quem sabe? - necessárias. Destruído esse “habitat”, a vida vai se encolhendo, murchando, fica triste, mirra, entra para o fundo da terra, até sumir.                      ...

Educação e Criatividade: Ken Robinson

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"A escola mata a criatividade" Consultor de governos europeus, o professor inglês diz que o sistema educacional inibe as habilidades pessoais. E que nem todos precisam ir à universidade Arrancando gargalhadas do público de suas conferências, o especialista em educação e criatividade britânico Ken Robinson, 50 anos, questiona por que a maioria das pessoas passa a vida odiando o que faz, “apenas esperando pelo final de semana”, enquanto outras conseguem descobrir seu “elemento-chave”, termo criado por ele que significa a junção do que se faz bem com o que se ama fazer. Robinson conclama o mundo para uma revolução na educação, criando nas escolas um ambiente propício para que os talentos floresçam. Em sua opinião, aquele que não está preparado para errar jamais fará algo de original. http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/81169_A+ESCOLA+MATA+A+CRIATIVIDADE Ele elaborou para o ex-primeiro-ministro inglês Tony Blair relatórios de estratégias sobre cr...

Educação e Desenvolvimento - por Samuel Pessoa

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A convite da Fundação Severino Ballesteros, assisti a uma palestra do economista Samuel Pessoa sobre Educação. Fiz zilhões de anotações durante sua fala, o que resultou em 7 páginas que ainda não pude digitar e organizar. Depois de historiar e analisar dados sobre o que há por trás, em termos de crenças, ideologias, teorias e hipóteses, da escola como a temos hoje:  excludente, punitiva, improditiva.  * Em um dado momento, o palestra engasgou, corou, chorou. E fez-se um silêncio sepulcral na plateia. A questãoé:  O que temos feito para salvar essas crianças de 0 a 7 anos, na idade em que se estruturam cognitiva e emocionalmente? Vamos continuar perdendo essas crianças? O vídeo a seguir está no youtube e não é da palestra a que assisti em Belo Horizonte, que não foi gravada. Educação: Samuel Pessoa  *Veja também video de Ken Robinson no TED, que situa mentalidade mundial da proposta escola. 

De quem são os meninos de rua - Marina Colasanti

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         Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.           Talvez não fosse um menino de família, mas também não era um menino de rua. É assim que a gente divide: Menino de Família é aquele bem vestido, com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se ele for roubado por um Menino de Rua. Menino de Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.           Ouvindo essas experiências tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçad...

O fim do ciclo da pobreza

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Após uma década, como o Bolsa Família impacta na educação 
e na vida dos beneficiários // Por Tory Oliveira, de Minador do Negrão (AL) Uma sala de aula sem forro no teto, decorada com figuras coloridas de flores e letras do alfabeto, acolhe os 17 alunos da Escola Municipal Antônio Sapucaia, localizada na zona rural de Minador do Negrão, no sertão de Alagoas. Em uma tarde quente de setembro, as crianças matriculadas no 3º, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental recitam com a ajuda da professora versos do emblemático poema de Gonçalves Dias: Minha terra tem palmeiras/Onde canta o sabiá. O coro infantil, ensaiado para receber a reportagem, assiste à aula de Língua Portuguesa da professora Mauricelia Cavalcante Ferro, responsável há dois anos pelo aprendizado do grupo. Na classe todos recebem o benefício do Bolsa Família para estudar. Gracinha, Duda e seus colegas de sala fazem parte dos 50 milhões de brasileiros bolsistas do programa de distribuição de renda, que completou em 201...