O Flautista e a Baleia Azul - suicídios entre os jovens
Por Melânia Costa Entre os piores pesadelos de minha infância, estava o flautista de Hamelin, do conto adaptado pelos irmãos Grimm. Aquela história em que um homem toca magicamente uma flauta e, num cortejo assustador, milhares, talvez milhões, de ratos são conduzidos até o rio onde morrem afogados. A cidade agradece ao herói. Contudo, há um momento em que, estando os adultos ocupados, o flautista toca e o cortejo macabro, desta vez, arrasta todas as crianças do povoado. O desafio da baleia azul, jogo que finda em morte, despertou em mim esse pesadelo adormecido. De tempos em tempos, surgem notícias e debates sobre algo que envolve e enreda o jovem: histórias em quadrinhos ou gibis, que já tiveram seu momento na berlinda, um jogo de RPG, um seriado macabro, um estilo de música uma seita. Mídia e adultos concentram-se no que supõem ser a causa, mas que não passa de gatilho, pretexto, referência. “Um desconhecido chamado meu filho”, texto do jornalista Gilberto Dimenstein, public...