VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER - a Globo na berlinda
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Nunca o tema do ENEM 2015 foi tão atual! Violência contra a mulher: por que persiste?
Lembro-me de questionar, na primeira aula do ano seguinte, a repercussão negativa a esse tema: foi visto como doutrinação, esquerdismo e outras sandices. Até Simone de Beauvoir levou seus tabefes.
Em pouco mais de 1 mês, a Globo se vê às voltas com três casos de grande repercussão: o jurado do The Voice Kids contra sua mulher grávida, o assédio do galã consagrado à figurinista e um médico cirurgião plástico contra a namorada no BBB. A Globo aproveitou a onda, afastou todo mundo. Afinal, capitalizou a seu favor o tempo de repercussão de graça.
E nós vamos aprendendo e ensinando que violência é mais do que agressão física... que o jogo de sedução e a opressão confundem a vítima... que o olhar da sociedade minimiza a intenção e a ação do agressor... Têm sido momentos didáticos para a sociedade. Libertadores, para as mulheres.
Não vale nos eximirmos dizendo que não vê BBB. Temos desconversado sobre isso há séculos. Não puxemos o holofote para nosso ilusório distanciamento. É bom ver escancarado em rede nacional que abusos não são privilégio de uma classe ou grupo social. Que câmeras ligadas 24 horas por dia e transmissão em tempo real não intimidam o agressor.
Acho que estamos caminhando.
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P.S.
A Lei Maria da Penha é de 2006. Ainda hoje, pouco ou nada sabemos sobre ela. A sociedade, incluindo juízes, não raro se dispõe a ignorá-la, assediando e violentando novamente a vítima na mídia e nos tribunais.
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