Ronaldo, o fenômeno

"Perdi para o meu corpo", diz Ronaldo, atleta, aos 34 anos, no adeus à carreira.
Não assisti ao processo de emagrecimento de Ronaldo, mas me reservo o direito de ter minha própria opinião a respeito.
Considerem-se duas coisas: paga-se iss
o para outros fins publicitários e bem menos educativos, como posar nua. Emagrecer é hoje uma questão de saúde pública mundial e qualquer campanha educativa nesse sentido (a) custaria mais do que a cifra em questão, (b) teria menor tempo de exposição e (c) não contaria com a imagem de um atleta que visivelmente foi vítima do excesso de peso.
O que a campanha mostra é que, famoso ou não, rico ou não, emagrecer não é mágica, exige sacrifício, toma tempo, leva a passoa conviver com o fracasso e vencer uma dura batalha. Ronaldo se expôs a isso. Poderia ter falhado. Pais, educadores e profissionais de saúde sabem o que veem diariamente e a impotência diante da solidão e do isolamento de quem é propenso à obesidade.
Quanto ao valor recebido, talvez, talvez, seu exemplo salve milhares de jovens brasileiros em sua dura luta diária contra a balança e os prazeres da comida. Para o ex-atleta que vive da imagem - dela não viveria, se não a tivesse bem construída - não é justo cobrar pela exploração da sua imagem? quanto a emissora ganharia com suas aparições a cada domingo? Se ele cobrou e alguém pagou, é porque seria lucrativo
para os dois.
Pouco me incomoda se foi uma iniciativa da emissora x, y, ou z. É um negócio, como aparecer em propaganda de bebida ou chocolate - no caso de Ronaldo, campanha inversa, felizmente. Vejo nele um jovem homem corajoso e falível.
Na campanha publicitária, vejo uma maneira econômica de atrair a atenção para um problema: não emagrece quem quer, mas quem luta, e fracassa, e luta, e volta a fracassar, sem o direito de desistir.
O que a campanha mostra é que, famoso ou não, rico ou não, emagrecer não é mágica, exige sacrifício, toma tempo, leva a passoa conviver com o fracasso e vencer uma dura batalha. Ronaldo se expôs a isso. Poderia ter falhado. Pais, educadores e profissionais de saúde sabem o que veem diariamente e a impotência diante da solidão e do isolamento de quem é propenso à obesidade.
Quanto ao valor recebido, talvez, talvez, seu exemplo salve milhares de jovens brasileiros em sua dura luta diária contra a balança e os prazeres da comida. Para o ex-atleta que vive da imagem - dela não viveria, se não a tivesse bem construída - não é justo cobrar pela exploração da sua imagem? quanto a emissora ganharia com suas aparições a cada domingo? Se ele cobrou e alguém pagou, é porque seria lucrativo
para os dois.
Pouco me incomoda se foi uma iniciativa da emissora x, y, ou z. É um negócio, como aparecer em propaganda de bebida ou chocolate - no caso de Ronaldo, campanha inversa, felizmente. Vejo nele um jovem homem corajoso e falível.
Na campanha publicitária, vejo uma maneira econômica de atrair a atenção para um problema: não emagrece quem quer, mas quem luta, e fracassa, e luta, e volta a fracassar, sem o direito de desistir.
BH 16/12/2012
Melânia Costa- jornalista e educadora
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