Você sabe interpretar textos? Seu sucesso depende dessa competência extraordinária
Conversei hoje com uma estudante que queria saber se trabalhamos interpretação de texto em nossos cursos. A queixa que me trouxe: “Perdi vários vestibulares por dificuldade na interpretação de textos.” Triste, mas não incomum e já é um grande passo identificar a raiz do problema.
Muitos alunos, do fundamental à universidade, sofrerão com fracassos contínuos em várias áreas, especialmente nas humanas, pela dificuldade de compreender o texto. Qualquer texto. De qualquer área: um gráfico, um mapa, uma charge, um poema, um artigo ou uma mensagem nas redes sociais. Torres de Babel.
Há dados assustadores sobre a falta dessa habilidade ou competência. Dos acadêmicos do País, 38% são considerados analfabetos funcionais. Entre os alunos do último ano do Ensino Médio da rede pública, 78,5% não apresentaram proficiência mínima em leitura. É mais assustador ainda o sofrimento dos alunos que não entendem o que fazer a respeito.
Pontos pacíficos.
- Sim, é possível ensinar interpretação de textos.
- Sim, quanto mais se interpreta, maior o acervo para interpretar.
- Sim, quanto antes melhor. Nas nossas salas, temos alunos do primeiro ano do ensino médio ao pré-vestibular.
- Sim, interpretar textos inclui cinema, teatro, música, publicidade, gráficos, mapas. Daí, “Linguagens e seus Códigos, nome da prova fechada do ENEM, na qual se inclui Português e Literatura.
- Sim, compreender o texto dado, o texto da pergunta e os textos das respostas favorece seu desempenho em todas as áreas.
Voltemos àquela àquela estudante que me disse ter perdido vestibulares pela dificuldade de interpretar textos. A pergunta final era: "Mel, você acha que seu curso me atende?" Sim. A interpretação de textos é 70% dos nossos cursos, e os 30% restantes envolvem resolução de questões (que também são textos), produção de textos, somadas à teoria, técnica e o atendimento individual com o professor ou monitor.
Ler, escrever, saber pensar. Ou saber pensar para ler e escrever bem. Não se concebe um ensino que não passe pela interpretação do mundo e pela capacidade de expressar-se. Não há aprendizado sem que se aprenda a pensar. É isso que o texto faz: provoca a "pensação", põe o pensamento em ação, estabelece relações lógicas, traz inferências, deflagra "insights". Como não morrer de amores ouvindo fichas caírem barulhentamente, vendo a expressão boquiaberta e, por fim, o questionamento entre o que se pensa, o que se vê e o que se lê?
Estamos em posição privilegiada, reconheço. Nem todo professor pode o que Fernando e eu podemos. Trabalhamos em condições ideais. Temos, no máximo, 15 alunos em sala. Os encontros têm de 2 a 4 horas de duração. O aluno aprende rapidinho que o bom da aula é a discussão provocada: todo mundo pergunta, todo mundo responde, todo mundo fala do que viu, leu ou ouviu durante a semana.
Estamos em posição privilegiada, reconheço. Nem todo professor pode o que Fernando e eu podemos. Trabalhamos em condições ideais. Temos, no máximo, 15 alunos em sala. Os encontros têm de 2 a 4 horas de duração. O aluno aprende rapidinho que o bom da aula é a discussão provocada: todo mundo pergunta, todo mundo responde, todo mundo fala do que viu, leu ou ouviu durante a semana. 

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